Controle e segurança em trabalhos remotos

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Segurança para Trabalhos Remotos

Como as empresas monitoram e evitam fraudes no regime de trabalho home office.

Com o crescimento de trabalhos remotos no Brasil, está cada vez mais comum encontrar posições com home office parciais ou até mesmo totais. 

Uma pesquisa realizada pelo RD Station com mais de mil participantes por todo o Brasil, revelou que 36,5% das empresas possuem políticas de trabalho home office atualmente no país.

Mundialmente, o número de empresas que oferecem posições do gênero cresceu de 31% para 51% entre os anos de 2017 e 2018. 

Existe uma forte tendência ao crescimento dos trabalhos remotos. A empresa Dell planeja que até final deste ano, 50% de toda sua força de trabalho esteja via remota. 

Dentre as empresas que ainda não possuem a política de home office, 47,5% delas afirmaram pretender implantar em breve. 

Entretanto, o estudo também mostrou que a principal dificuldade neste processo é o controle das horas trabalhadas, representando 47,8% da preocupação das empresas. Em segundo lugar com 40%, a dificuldade mais temida pelos empregadores seria manter a produtividade dos funcionários durante o home office. 

Para monitorar esses dados, as instituições passaram a usar algumas ferramentas de controle de segurança

O objetivo é rastrear a identidade de quem está executando as atividades, para evitar fraudes. Além de garantir que o colaborador cumpra sua carga horária de trabalho, mesmo fora da empresa. 

Quem está aí? Reconhecimento Facial é usado para verificar a identidade do trabalhador 

Programas instalados no computador ou celular do funcionário, identificam características de seu rosto através de algoritmos inteligentes. 

Isso permite que o empregador saiba se, durante a jornada de trabalho, a pessoa contratada é a mesma que está executando as tarefas. 

A discussão levantada é até onde a empresa pode monitorar o funcionário que trabalha de forma remota. 

Os equipamentos, como tablets, laptops e smartphones são de propriedade da empresa ou do funcionário? 

Houve o consenso de que esses recursos seriam monitorados? 

O rastreamento de localização, por exemplo, fica ativo somente durante a jornada de trabalho ou o tempo todo? 

O ponto é encontrar o equilíbrio entre garantir a segurança do trabalho remoto sem transgredir a linha da invasão de privacidade. 

Neste momento, a ética e a transparência entre instituição e funcionário são muito importantes.

O ideal é que tudo seja acertado em um contrato e que fique muito claro para ambas as partes como este controle será realizado. 

Controle da Jornada de Trabalho 

Para marcação de ponto já existem aplicativos de registro via celular, alguns possuem também a opção de FaceID (reconhecimento facial) e registram o local com GPS.  

Atualmente existem diversos softwares de marcação de ponto online onde os próprios funcionários confirmam seu horário de entrada e de saída da jornada de trabalho. 

Plugins para marcação de ponto no navegador de internet, com liberação via IP, também funcionam offline. 

As marcações podem ser revisadas pelos gestores e alteradas caso necessário. Além disso, podem ser acrescidos de dispositivos de biometria digital para uma segurança extra. 

Nas empresas em que este recurso é adotado e os funcionários trabalham alocados, é comum que a localização do laptop seja identificada.

Porém, quando o colaborador trabalha remotamente, seria ético utilizar este mesmo parâmetro? 

A resposta é: depende. 

Se o funcionário trabalha remotamente, não há a necessidade de um lugar específico para cumprir suas atividades. 

O mais relevante aqui é saber se ele está, de fato, trabalhando após marcar seu ponto de entrada. 

Coworkings também adotam medidas de controle de acesso 

As mesmas empresas que abrigam trabalhadores remotos são um exemplo a seguir. 

O controle de acesso é amplamente usado pois existe a preocupação com o compartilhamento do espaço entre os assinantes. 

A circulação de pessoas nesses ambientes é alta. Para isso, as empresas de Coworking adotam tecnologias de segurança como leitores de digitais na entrada de seus escritórios. 

O assinante pode levar clientes e parceiros para reuniões no Coworking, então como saber quando é uma visita e quando o cliente está compartilhando seu espaço? 

Câmeras de segurança garantem o monitoramento do escritório para todas as situações de risco, mas também são boas aliadas para verificar se existe alguém burlando o sistema. 

Os cartões de acesso são uma boa forma de filtrar quem entra e quem sai e os seguranças podem conferir a foto do assinante no crachá no momento de sua entrada. 

A leitura do código nas catracas permite identificar o dia e o tempo de permanência do usuário do espaço. 

Essas informações cruzadas com as câmeras de segurança conseguem identificar algum tipo de fraude, caso uma suspeita seja levantada contra o usuário. 

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